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sábado, 21 de junho de 2008

Momentos


Sempre gostei de escrever. Desde criança. Eu costumava escrever pequenas historias em caderninhos... não sei porque comecei com isso, talvez quando comecei ler gibis da turma da Mônica, ou talvez porque eu ganhava muitas agendinhas daquelas com o piu piu na frente... e de fato, foi nelas que comecei a escrever.
Até hoje eu tenho uma certa "tara" por cadernos e agendas, eu começo a escrever algo em um, e chega uma hora que eu canso do lugar que estou escrevendo e quero começar do zero.

Começar do zero. Taí uma coisa em que sempre penso. Ja comecei do zero muitas vezes na minha vida, algumas vezes foram erradas, algumas foram certas. E quando compro outra agenda pra escrever, é como se eu começasse do zero também, porque eu acabo escrevendo algo diferente sempre, e isso é bom pra mim...

Em breve eu vou começar do zero mais uma vez, e espero que seja uma das vezes que a decisão seja a boa...
Há momentos que eu me acho adulta, que eu pareço mais madura que meus amigos;já outros momentos, eu me acho uma pré-adolescente boba que se encanta com o mínimo.Não sei muito bem o que pensar sobre isso. Descobri que sou assim mesmo, que durante bons "períodos", sou mulher com jeito de menina;talvez seja uma estratégia? Ou simplesmente é o poder que certas pessoas exercem sobre mim, sem eu nem perceber!

É bizarro pensar nisso. Se encantar de tal forma que parece que regredi a época que desenhava coraçõezinhos com nomes, nos diários de folha cor de rosa. Já passei dessa fase. Mas mesmo assim, eu gosto daquela carinha inocente, que tem a minha idade, é tão maduro quanto eu, mas engana também, e eu também, de certa forma, me sinto mais inocente.

Mas o principal a se dizer, é que muitas vezes há um "diabinho" dentro de um corpo... "angelical".

É... "a rapadura é doce, mas não é mole não".Só arriscando, vou ver aonde tudo isso vai dar...








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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Momento Trash


Foi altamente desesperador realizar o trajeto entre a concessionária Ford e a academia (um na zona sul e outro na zona norte da cidade), enfrentando o rush das 18h de sexta-feira, com uma vontade tresloucada de fazer xixi.

Como não nasci com a capacidade masculina de se aliviar em qualquer lugar (nessas horas morro de inveja dos homens, mas só nessas horas!), eu estava simplesmente fazendo um show de contorcionismo dentro do carro. É engraçado, porque nessas horas todos os sinais ficam vermelhos, todos os lerdos resolvem cruzar meu caminho, ônibus quebram. E eu suando as bicas, utilizando toda a musculatura possível para não fazer xixi nas calças. Em um momento, meu celular tocou. Eu disse um "Alô" meio barril de pólvora prestes a explodir. A pessoa do outro lado começou a falar qualquer coisa e eu já emendei um "AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!". Não sei como a pessoa não chamou a polícia, pensando que eu estava sendo esfaqueada!

Achei que chegaria a tempo na academia, mas vi que não seria possível nem por um decreto. Então resolvi parar no posto ali perto, que eu sempre paro para comer os tradicionais pães de queijo.

Parei o carro e pensei: "Será que consigo descer do carro e ficar de pé? A força da gravidade pode pôr tudo a perder". Como não tinha saída, aceitei o desafio. Fui andando com as pernas trançadas até a lanchonete para pedir a chave. Com o rosto pingando de suor, eu pedi: "Alcides, queria a chave do banheiro". E ele: "Uma moça acabou de ir, deve estar lá!" NÃO! NÃO! NÃÃÃÃÃÃO!!

Fiquei parada na porta, dando curtas andadinhas pra lá e pra cá, fazendo um papel ridículo. E nada da menina sair. Quando eu estava quase derrubando a porta com um golpe samurai, ela resolveu sair.

Eu simplesmente entrei dentro do recinto feito uma jamanta desgovernada, mas... consegui... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!

Qdo entrei no carro de novo, acho que mal conseguia respirar. Eu estava inteira suada e nem tinha ido para a academia ainda. Falta pouco para eu começar a usar fraldas geriátricas!