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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ah,o amor...


É difícil escrever um livro, fazer um filme ou compor uma canção que fale de amor e romance sem cair no piegas ou, na pior das hipóteses, no clichê. Principalmente se a idéia é atingir o povão em geral.
Quando se trata de cinema, tenho a impressão de que todos os romances já foram filmados. Neste último final de semana, por exemplo, decidi assistir "O Melhor Amigo da Noiva" já esperando que fosse uma cópia bem barata do "Casamento do Meu Melhor Amigo", com a chata da Julia Roberts. Mas havia algumas vantagens: era de graça, eu não tinha nada melhor pra fazer e o Patrick Dempsey vale qualquer sacrifício.
O filme é inteiro clichê, mas é aguentável. É a tal história do casal que começa como grandes amigos e termina como casal. Até aí, morreu Neves. Fiquei assistindo o Ronald Miller... ou melhor, o Patrick Dempsey, em sua atuação charmosa. Porque não posso sequer dizer que ele é um tesão. Ele já é o orgasmo pronto! Múltiplo!Tava tudo indo muito bem até a cena final. E eu vou contá-la aqui. Se você não quiser ler, tá bancando o bobo.
Não vou contar nada que já não tenha sido exaustivamente utilizado em histórias de amor - de quinta categoria, claro. Mas porra... o cara entrar na igreja montado em um cavalo bem na hora que o padre pergunta se alguém tem algo contra aquela união... ah, tenham dó!
Não abusem do ridículo! Nem em novela mexicana exibida pelo SBT se usa mais um argumento tão pobre.
Podem dizer "ah, mas é apenas um filme". Tá bom, óbvio que é apenas um filme. Mas precisa estragar? Precisa pensar em algo tão idiota?Bah...