Fui passar o fim de semana lá pras bandas de Copacabana na casa de minha tia.De um lado,a igreja:Verde claro nas paredes ,pastor com semblante sereno,ambiente tranquilo e pacífico.
Às 20 h,na Avenida Prado Junior,senhoras ainda passeiam com seus poodles.Alguns metros adiante,é como se entrássemos em outro universo.Música alta ,mulheres seminuas.Revistas eróticas nas bancas vendem aos turistas a idéia de que o carnaval dura o ano inteiro.
Nas ruas ,as prostituta contam suas histórias .Parece uma sentença.Não há o glamour dos livros de Bruna Surfistinha,ex-garota de programa de classe média.Na pista o enredo é pesado:família pobre,filho para criar sozinha,mãe doente.Orla de Copacabana transbordando dinheiro.
Italianos e angolanos são os mais respeitadores,diz uma linda mulata com quem puxei conversa.Na Av.Atlântica ela fatura R$3 mil por mês e o filho estuda francês.Ao falar do filho o olho brilha.Igual a qualquer mãe!
Despedi-me e me afastei desejando felicidade! Poderia ter até sido confundida com uma delas.Mas,não fui!E nem tive medo!
Dormi pensando como a vida é diversificada !Certo?Errado?Questão de semãntica!







