Mostrando postagens com marcador unhas e presas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador unhas e presas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de maio de 2008

Agressividade

Trânsito lento,bem lento,em rua estreita do centro da cidade. Carros parados no sinal. O sinal abre,mas o primeiro carro da fila morre,e o motorista demora alguns segundos a fazê-lo pegar. O motorista de trás buzina insistentemente. Por fim o da frente salta,aproxima-se do de trás e,sem dizer palavra ,desfere um violento pontapé na lataria,voltando em seguida ao próprio carro e arrancando acelerado.FDP ,foi só o que o outro teve tempo de dizer.E foi atrás.O que aconteceu depois?Não sei,porque tratei de tomar outro rumo.

Isso aconteceu ontem,quando eu voltava para casa. Fiquei um tanto chocada com a cena,pois mesmo sabendo que a agressividade direta está presente a todo momento e em todo os lugares é sempre contundente observá-la.
Sei que todos nós guardamos ainda de nossos ancestrais unhas e presas afiadas. Mas,nossa obrigação é trabalhar para que elas desapareçam aos poucos.
Tenho prestado bastante atenção neste meu lado,pois percebo-me com as garras ainda muito afiadas.É por isso,que acontecendo a agressividade aparentemente sem motivo,empunho minha lupa e saio farejando-lhe as pegadas até encontrar-lhe a causa e poder exclamar:”Elementar,meu caro Watson”.O mais importante dessa atividade "detetivesca",é realizá-la não apenas em relação à agressão alheia como a respeito de nossa própria agressão,aquela que explode às vezes à nossa revelia,deixando o outro magoado e nós mesmos perplexos.